Após queda de casarão, prefeitura promete revitalização do Centro Histórico

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Destroços do casarão que desabou no Centro Histórico de Cuiabá - Foto - Leandro Trindade - TVCA

A prefeitura de Cuiabá anunciou, nesta segunda (04.02), que 16 áreas do Centro Histórico de Cuiabá estão passando por um processo de valorização estrutural, ocupação e democratização. Vale lembrar que, na última terça (28), a antiga sede da Gráfica Pêpe, um dos casarões mais tradicionais do Centro, desabou após forte chuva. A construção era datada de 1894 e foi o primeiro estabelecimento tipográfico do estado.

Segundo a assessoria, os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – Cidades Históricas), do Governo Federal, e boa parte destas medidas de revitalização já estão em andamento e alguns resultados já podem ser observados, como a reinauguração do Museu de Imagem e do Som de Cuiabá (Misc), em 2017. Sobre o desabamento do casarão, a prefeitura responsabiliza os atuais proprietários.

Misc foi reinaugurado em 2017

“Em muitos casos os casarões são parte de herança da família e pertencem a muitos donos, o que inviabiliza a ação do poder público. Infelizmente, pela falta de cuidado dos donos acabam se deteriorando e culminando em situações como o desabamento da antiga Gráfica Pêpe”, afirma o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Franciso Vuolo.

Além do Misc, a Prefeitura de Cuiabá também garantiu a revitalização da Casa Barão de Melgaço e da Praça da Mandioca. Além disso, estão em andamento as obras da Casa de Bem-Bem e da Praça Senhor dos Passos.

De acordo com a assessoria, desde o início destas ações, o Centro Histórico tem recebido uma série de eventos destinados a diferentes públicos. E o secretário garante que isto deverá ser expandido por toda a região com ações artísticas e sociais contínuas. O objetivo é trazer de volta a vida ao espaço, que atualmente corresponde a 10% do centro urbano da Capital.

Segundo a prefeitura, após estes empreendimentos citados, começam os trabalhos de restauração da Praça do Beco do Candeeiro e o prédio do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan). 

E a assessoria complementa que, somadas a outras nove intervenções, estimadas em cerca de R$10 milhões, as obras formarão um quadrilátero onde serão desenvolvidas atividades em conjunto com artistas e movimentos sociais. Todos esses projetos foram pensados para os 300 anos de Cuiabá, portanto muitos deverão ser executados ainda em 2019.

IMÓVEIS PARTICULARES

Os edifícios do núcleo histórico, tombado em 1993, representam a origem e ocupação da cidade desde o século XVII até meados do século XX. Nessa área estão as ruas mais antigas de Cuiabá e equipamentos que documentam momentos marcantes da história da cidade, tanto no que se refere aos materiais e técnicas de construção quanto aos estilos. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (atualmente, Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino).

Diante da importância da região, Vuolo reforça que a Prefeitura vem cumprindo sua parte no PAC, que também conta com a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). É preciso, contudo, considerar que nem todos os imóveis da região são tombados e que sua manutenção é de responsabilidade dos proprietários. “No caso das propriedades que não estão inclusas no PAC, cabe ao IPHAN notificação do proprietário e a busca por parcerias”, explica.

O secretário ressalta ainda que há poucos imóveis tombados pelo município e que, embora a gestão possa ser parceira em alguns processos, a responsabilidade maior é dos proprietários.

OUTRAS INICIATIVAS

O secretário adjunto de Cultura, Justino Astrevo, lembra que o Edital do Fundo Municipal de Cultura para o próximo ano prevê investimento de 300 mil em ações para a preservação do patrimônio. “Isso atende a demanda da sociedade, que quer desenvolver atividades educativas e artísticas nesse local, e, ao mesmo tempo, promove a sua valorização enquanto espaço histórico”, diz.

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