Assistência Estudantil e autodeclaração marcam primeiro encontro do Conselho de Políticas de Ações Afirmativas

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A nova composição do Conselho de Políticas de Ações Afirmativas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para o período entre 2018 e 2020, se reuniu pela primeira vez na tarde de segunda-feira (26). Na pauta da reunião estavam questões sobre acesso às políticas de assistência estudantil e a composição de uma comissão de verificação de autodeclaração étnico-racial. O Conselho é composto por representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil.

Representando a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae), a coordenadora de Políticas Afirmativas da pasta, professora Nilce Vieira Campos Ferreira

Representando a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae), a coordenadora de Políticas Afirmativas da pasta, professora Nilce Vieira Campos Ferreira, explicou que a Pró-reitoria dá o apoio necessário para que os estudantes que chegam até ela tenham condições de conseguir os auxílios, mas que os cortes e realocações orçamentárias tem dificultado esse trabalho.“Atualmente, os recursos de bolsas vêm sofrendo reduções significativas, portanto só é possível atender um novo estudante quando um antigo sai, seja por graduação, ou por ter melhorado sua condição. Além disso, com os cortes que continuam sendo anunciados pelo governo federal e as mudanças em andamento na política de alimentação, a tendência é de que as novas dinâmicas afetem o aporte necessário para a oferta dos auxílios”, apontou.

doutoranda Zizele Ferreira, representante do Coletivo Negro Universitário da UFMT (CNU) e vice-presidente do Conselho

Em relação à composição de uma comissão para verificar a autodeclaração étnico-racial, a doutoranda Zizele Ferreira, representante do Coletivo Negro Universitário da UFMT (CNU) e vice-presidente do Conselho, afirmou se tratar de uma reivindicação histórica e importante do movimento. “A discriminação contra o negro no Brasil ocorre devido ao fenótipo, então é um aspecto que não se pode prescindir da discussão. É algo que diz respeito não apenas ao direito ao acesso ao Ensino Superior, mas também de fiscalização de uma política pública. A Universidade dá um passo importante ao inserir essa questão na pauta de discussões”, observou.

O presidente, Carlos Alberto Caetano, do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT).

Por sua vez, o presidente, Carlos Alberto Caetano, do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT), reafirmou a importância do conselho trabalhar em alinhamento com a Prae nos diálogos com outros órgãos da Instituição. “Pelos depoimentos que vemos, percebemos que existe resistência dos professores. Precisamos abrir um diálogo com eles, com as representações da comunidade acadêmica, para que ela lute também para que seus profissionais assumam uma postura de responsabilidade. Ela pode auxiliar a instruir eles sobre os caminhos necessários para auxiliar seus alunos dentro da Instituição”, concluiu.
Confira a lista dos membros da composição do Conselho para o período 2018-2020.
Confira a galeria de fotos.

Fonte: http://www.ufmt.br/ufmt/site/noticia/visualizar/44537/Cuiaba

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