Luau apresenta rodas de capoeira, samba e maculelê em Cuiabá

‘Vivências da Capoeira’ ainda promove o encontro entre mestres e noite de autógrafos do primeiro livro a narrar a história dessa expressão cultural em MT

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'Jogar Capoeira' , de Johann Moritz Rugendas, de 1835

Esporte, dança, luta ou música. Um pouco de cada, um tanto de tudo isso, mas nenhuma dessas palavras consegue preencher a densa significação da capoeira, afinal se trata de uma prática reconhecida como uma legítima expressão cultural brasileira, que, desde o seu surgimento, contribui para o processo de resistência do povo negro no país. Sua trajetória em Mato Grosso será celebrada no Luau “Vivências da Capoeira” a ser realizado na Casa Cuiabana, no dia 14 de junho, a partir das 19h.

O evento irá reunir mestres de capoeira apontados no livro “Capoeira: da senzala à imaterialidade. As vivências dos mestres e a história da capoeira em Mato Grosso”, da historiadora e professora Adinéia Leme. Resultado da dissertação de mestrado e da tese de doutorado em Ciências da Educação, o livro é o primeiro a narrar a história da capoeira no Estado e será vendido e autografado pela professora durante a festa. 

Com o intuito de levar conhecimento sobre a formação da cultura afro-brasileira, o Luau vai proporcionar ao público apresentações que têm em comum a raiz africana, como o samba de roda e o maculelê, esta última uma dança que simula a luta tribal usando como arma dois bastões. 

Haverá também, é claro, rodas de capoeira manifestando toda a musicalidade da arte marcial brasileira determinante para a valorização da identidade e das manifestações culturais do povo negro.

DIÁLOGOS

A realização do luau também oportunizará um diálogo aberto entre a Secretaria Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e o Fórum de Capoeira de Mato Grosso.  Na ocasião, o secretário da Secel, Allan Kardec, vai conversar com os representantes, debatendo o papel da capoeira na história e na atualidade mato-grossense e ouvir as demandas do setor.

Para Joacelmo Borges, o mestre Biro, um dos representantes do Fórum de Capoeira, o bate-papo vai estreitar laços e, por isso, está sendo considerado um grande avanço na trajetória da prática capoeirista em Mato Grosso.

“É a primeira vez que um secretário de Estado vai sentar para nos ouvir. Ninguém nunca nos ouviu. E nesse luau vamos poder falar sobre as necessidades e demandas de interesse da capoeira em Mato Grosso. Essa possibilidade de visibilidade e de escuta é uma conquista significativa para nós”, relata mestre Biro.

PARCERIA

Por compreender tanto o esporte quanto a cultura, a parceria da Secel para a difusão e preservação da capoeira no Estado, teve início com a palestra ‘Capoeira: da senzala à imaterialidade’, promovida em maio na Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça.  A capacitação foi proferida pela autora do livro de mesmo nome, Adinéia da Silva Leme.

O evento irá reunir mestres de capoeira apontados no livro ‘Capoeira – da senzala à imaterialidade’

“Capoeira: da senzala à imaterialidade” faz uso das narrativas de memórias dos mestres de capoeira mato-grossenses: Mestre Edmundo, Mestre Eron, Mestre Sombra, Mestre Lindomar e Mestre Ray Kintê e os professores Biro, Coral e Veto.

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