Orquestra CirandaMundo exibe repertório dedicado a música romântica e moderna

Dando sequência ao programa de concerto 2019 do Instituto Ciranda, a Orquestra Sinfônica CirandaMundo exibe peças do russo Alexander Borodin, do brasileiro Alex Teixeira e do norueguês Edvard Grieg

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A Orquestra Sinfônica CirandaMundo, sob a batuta do maestro Murilo Alves, sobe ao palco do Teatro do Serrado Zulmira Canavarros nesta quinta-feira (04.07), a partir das 20h, para mais uma apresentação da série Araguaia.

O concerto abre com o poema sinfônico do compositor russo Alexander Borodin, “Nas estepes da Ásia Central”, uma das mais célebres obras do compositor de origem georgiana que também era químico.  

“A peça estreou em abril de 1880, em São Petersburgo, na Rússia, mas não demorou muito para que ganhasse notoriedade ao redor do mundo. Uma sinfonia temática, nacionalista, mas que exalta, no fim, a união entre os povos”, revela o maestro Murilo Alves.

O programa da noite segue da “Ásia Central” para a “Suite popular brasileira para vibrafone e orquestra sinfônica”. A composição de Alex Teixeira, o solista da noite, é dividida em seis movimentos que reverenciam as tradições e os ritmos do Brasil: o maracatu, a bossa nova, o chorinho, a valsa, o samba e o frevo.

“É uma composição que traduz bem as minhas mais valiosas influências, uma fonte inesgotável chamada música brasileira. Uma maneira de poder contribuir para a literatura da música de orquestra, valorizando nossos ritmos e tradições musicais”, explica Alex Teixeira.

Em grande estilo, o programa segue para a música norueguesa e encerra com a Suite Peer Gynt, Op.46, do compositor romântico Edvard Grieg. Originalmente composta para uma peça teatral de mesmo nome, de Henrik Ibsen, o espetáculo estreou em 1867, mas com o tempo, Peer Gynt acabou ganhando formato de música de concerto. 

“Uma obra prima da música romântica que ganhou status de obra independente da peça teatral. Reorganizada em duas sites orquestrais, Peer Gynt é incansavelmente interpretada em todo o mundo. Para o concerto de julho preparamos a primeira suíte, organizada em quatro movimentos: Manhã; A Morte da Ase; Dança de Anitra; Na Gruta do Rei da Montanha”, adianta Murilo Alves.

Bônus

No início do mês de junho, vinte jovens estudantes de música do Instituto Ciranda – Música e Cidadania viajaram quase 300km da capital até uma fazenda a beira do rio Cuiabá para mais uma edição do projeto Pantanal Aventura Sonora.

Depois de quatro dias, na bagagem, os músicos trouxeram uma composição coletiva inédita, inspirada nos sons das aves do Pantanal. Composição essa que será exibida neste concerto de julho, apresentando cada um dos instrumentistas tocando seus motivos sonoros, pesquisas e descobertas.

“A atividade consiste, no primeiro momento, da escuta ampliada da paisagem sonora. Com o acompanhamento de biólogos, os estudantes vão gravando, anotando e identificando espécies, hábitos e características das aves do Pantanal. Depois esses jovens são estimulados, a partir dessa pesquisa, a criar elementos musicais baseados nos sons da natureza. A ideia é descrever a paisagem sonora com seus instrumentos. Isso feito, é hora de juntar todos os sons numa peça inédita, inspirada pelos infinitos sons do Pantanal”, explica Murilo Alves.

Serviço

Orquestra CirandaMundo exibe repertório dedicado a Borodin Alex Teixeira e Edvard Grieg

Quinta-feira, 04 de julho, às 20h

Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Entrada: 1kg de alimento

Informações 65 362301239

Imprensa 65 98425-1443

Por Protásio de Moraes

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