Professor de Cuiabá vence um dos principais prêmios literários do país

A obra “O Legado de nossa Miséria”, de Felipe Holloway, ficou em primeiro lugar na categoria romance do Prêmio Sesc de Literatura

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Esta é a primeira vez, em 16 edições, que o Prêmio vem para Mato Grosso

Foi anunciado, nesta quarta-feira (12.06), os vencedores deste ano do concorrido Prêmio Sesc De Literatura. São duas categorias: conto e romance. Nesta última, o vencedor foi Felipe Holloway, 30, professor de Língua Portuguesa em Cuiabá, com o livro “O Legado da Nossa Miséria”. Esta é a primeira vez, em 16 edições, que o Prêmio vem para Mato Grosso. O objetivo da premiação é identificar autores estreantes.

Felipe Holloway (nome artístico de Márcio Felipe da Silva) nasceu em Canindé, no Ceará, e mora desde criança em Cuiabá. Além de lecionar e escrever, é mestrando em Estudos Literários pela UFMT, instituição pela qual também se graduou em Letras.

Nesta edição do concurso, que contou com número recorde de inscritos, ele concorreu com outros 1042 trabalhos. Em uma publicação em seu perfil no Facebook, o autor destacou importância de diversas pessoas nesta conquista, como familiares, amigos e autores que o influenciaram.

“É o maior dos clichês afirmar isso (embora os clichês só se tornem clichês pela quantidade de vezes em que referenciaram a realidade), mas a verdade é que essa conquista remete a cada um de vocês. Eu nunca fui uma ilha, e nunca vou ser”, ressaltou.

Além do reconhecimento nacional, os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. E também vão circular por diversas programações literárias, como na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece em julho.

A premiação oficial ocorrerá em novembro e as obras premiadas entrarão em circulação em 2020. Na categoria “Conto”, o vencedor foi João Gabriel Paulsen, de Juiz de Fora (MG), com a coletânea “O Doce e o Amargo”.

Felipe Holloway concorreu com outros 1042 trabalhos

“O legado de nossa miséria”

De acordo com a assessoria do Sesc, a obra “reflete sobre os limites do uso da obra de arte como fator de redenção para vidas deploráveis” e possui uma “estrutura narrativa que aos poucos adquire o caráter de thriller”.

No romance, um crítico de literatura e professor universitário é convidado para um evento sobre Jornalismo Literário numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais, onde conhece pessoalmente um famoso escritor cuja obra sempre admirou.

No evento, estes personagens rememoram suas respectivas carreiras – uma trajetória em que a paixão pela arte foi muitas vezes empregada como atenuante para condutas imorais, e na qual os fracassos éticos e estéticos se alternam.

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